segunda-feira, maio 18, 2015

Eu quero a sorte de dias tranquilos.
Consciência do dever cumprido.
Uma paz do dia a dia feito com amor e sem peso.
Preocupação me entristece.
Não viver o presente me deixa amarga.
Não ter coragem de falar me deixa triste e frustrada.
Ando sem coragem, minha boca emudece.
O receio de levar um não, ser mal compreendida, ou ser motivo de risada, me deixa tensa e triste e recuada ao meu canto.
Um canto bem solitário, recôndito, escondido.
E vivo só no meu próprio mundo de tecnologia, livros, animais e o teatro lá fora onde tenho de interpretar papéis, desempenhar minha profissão, seguir os dias como todos.
45.
Às vezes acho que são sortudos os que são chamados ao outro lado.
Ao mesmo tempo me arrependo disto, uma vez que todos estão aqui por algum  motivo/missão e o que o tempo de cada é o tempo de cada um. Tudo foi escolhido para ser assim.
Então, se escolhi onde vivo o que atraio, porquê reclamo? porquê acho ruim, porquê não sou minimamente satisfeita?
Não, não busco a homeostase total. Apenas tranquilidade e sentido de realização e satisfação por pelo menos algo.
Meus ouvidos estão cheios de escuta, onde tratar tanto conteúdo?
Na cadeira do meu colega...





Um fim sempre entristece.



sábado, abril 18, 2015

40 e mais.

Parece que depois dos 40 a vida muda um pouco.
A vida não, o que fazemos dela.
A ideologia já não é mais a mesma de antes, a experiência de como se existiu até hoje vai moldando o pensamento, as opiniões, quebrando preconceitos e construindo outros tantos.
Os desejos são mais simples, porém mais arrojados, seletismo entra em voga e você já não come qualquer coisa com qualquer pessoa.
Na cronologia da idade, os 40 e mais é um período muito bom de se vivenciar: nem bobinha e nem velhinha.
Toma-se tento do corpo que se tem, têm-se certeza do que quer e pouco se preocupa com o que vão pensar os outros. Bem, falo daquelas que não ligam para o alheio, para as aparências, para os modismos.
Simplesmente se é!
Fica-se à vontade com o seu próprio ser. Sim, para aquelas que não são escravas de se mesmas.
A arte fica cada vez mais bela, as pessoas cada vez mais transparentes e previsíveis dentro de uma normalidade de ser humano, claro.
Por outro lado, toda essa autoconsciência assusta os outros.
É uma pena... Será que é muita presunção pensar assim?

domingo, abril 12, 2015

A vida como ela é.

Paciência é de fato uma grande virtude.
Enquanto a vida segue, acontecimentos vão desenhando um tempo de precisar ter muita paciência, jogo de cintura, tolerância, um grande respirar fundo.
O corpo acusa o stress.
A cabeça dá muitas voltas pensando e sonhando loucuras, lugares e pessoas nunca vistos ou vividos.
Sim! a paciência é uma virtude.
Ao mesmo tempo que o quadro parece desagradável, não o é!
Afinal tudo na vida tem um jeito, uma solução, uma saída.
Na morte tem-se que cuidar da alma e da evolução do espírito, é outra a caminhada.
Enquanto isso, vai-se boicotando aqui e acolá. Vai-se planejando errado aqui e por ali, vai-se vivendo meia boca, quando poderia ser bem melhor.
Escolhas, escolhas.