sexta-feira, agosto 15, 2014

Será?

E será que algum dia vão ler tudo aquilo que ela escreve naqueles diários?
Ela nem é importante, nem nada...
Será que, se alguém ler, vai achar interessante? triste? ridículo? besta? ou engraçado?
Nunca se saberá, afinal, será mesmo que alguém vai ler?
Biografias são diferentes de diários.
Biografias podem ser verdadeiras histórias sobre alguém e seus feitos, porém também podem conter mentiras para envaidecer o biografado.
Diários... bem, são pequenos contos, às vezes algumas ironias, explosões de raiva que nem exprimem de verdade os sentimentos profundos.
Mas, os diários são sim, sentimentos, momentos significativos. Tanto que valeram a pena escrevê-los.
E ela, se pôs sempre a escrever. Às vezes coisas absurdas, segredos nunca ditos, achismos fantasiosos, opiniões secretas, notícias nunca anunciadas, palavras nunca proferidas aos seus respectivos destinatários...
Ah ! os diários.
São pérolas independentemente de seus autores, sejam eles ilustres ou anônimos.
Mas...
Será?

quinta-feira, agosto 14, 2014

Não, não sou.

Reflexão.
Eu escrevo, eu penso, às vezes sou um gênio.
Talvez o seja sempre e a minha ignorância não perceba o óbvio.
O não. Palavra tola e irresponsável. Detesto-a!
Eu leio, escrevo, obedeço.
Cedo, assumo a ignorância que não é minha, a falta de raciocínio que não me pertence, a perspicácia e observação real que não vejo.
Escuto  e absorvo o não, mais do que preciso ou até não preciso.
Na verdade, não preciso do não.
Não, não preciso não.
Muitos, muitos mesmo me fizeram menor do que sou por despeito, inveja, querendo ser igual ou melhor a mim, ou ainda por elevada autoestima.
Eu?
Continuo sendo Eu. Igual, de sempre. Os outros? não sei... perdas e ganhos, sempre.  Talvez uns tenham tido sucesso, outros nem tanto.
Acho que sou caminho, passagem, alameda, rua de seguir em frente, banco de trem, assento de avião, de ônibus, vaga de garagem, ingresso de entrada, passagem de ida.
Sou de passagem, aquela que viabiliza. Uma esteira rolante, cama pronta para os outros.
Vida...
Interessante.
Caminho, acordo, durmo, adoeço, leio e leio e leio e sinto os acontecimentos de uma maneira tão forte e significativa que penso fazer parte deles. Sim !!! deles, aqueles divinos.
Ninguém irá entender quem são e nem vou explicar. Minha mente é o suficiente para sabê-los.
Mas, por dentro, faço parte deste seleto, muito seleto grupo: os divinos. Com uma diferença: sou invisível, ignorada, escondida, guardada por mim mesma, pois me sinto rodeada  de redes de segurança, grades, portas fechadas. E me escondo e me conformo e sofro por sentir e não poder ser.
Escrevo, sinto, leio, ouço, canto e sofro a flor da pele.
Não sou deste mundo.
Estou passando por aqui...

Tantas vezes eu soltei ...foguete !!!


terça-feira, agosto 12, 2014

Era uma vez
uma mulher que
via um futuro grandioso
para cada homem
que a tocava.
Um dia
ela se tocou

Alice Ruiz

segunda-feira, julho 28, 2014

Bom dia !

E o meu dia começa bem, mesmo arrodeada de chuva e greve de ônibus.
Recebo, logo pela manhã, uma bela declaração de amor, mesmo platônica é muito bom receber declarações de amor logo ao amanhecer.
Minha semana promete ser muito boa, ativa e dinâmica.
Nos últimos dias resisti em vir aqui, apesar de ter assunto pra falar.
Ainda afirmo que a ansiedade toma conta de todos e o imperativo também.
Fiquei decepcionada ao dialogar com pessoas desconhecidas no facebook e perceber o quanto querem impor as suas opiniões ao invés de apenas discutirmos saudavelmente o tema proposto.
Não quero impor minha opinião e tampouco quero aceitar goela abaixo a dos outros, mas a troca enriquece.
Desmotiva quando a gente vê que a imposição se faz presente.
Ordem ! Imperativo !!
Enfim.
Parei de dialogar, pois senti perda de tempo.
Assistindo à TV ontem também deparei-me como a violência impera e como a população na pessoa de poucos querem prejudicar a massa em nome de uma rebeldia desnecessária.
O diálogo ainda é a melhor solução!